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Smartwatch é melhor quando você desliga quase tudo

20 out 26

Já tive

  • Galaxy Watch – parou de funcionar enquanto eu dançava, ao contrário daquele desodorante, te abandona no meio do dia;
  • Android Watch – lento e comedor de bateria;
  • Amazfit GTS, GTR e toda a linha Bip – eles realmente avançaram ao longo do tempo e sempre tiveram a bateria como um ponto positivo.

Depois de tantos relógios inteligentes, comecei a perceber que talvez eu não precise de tanta “inteligência” assim. Aqui vai minha opinião sobre os recursos dos smartwatches na minha experiência:

  • Sono: no começo você acha interessante, mas depois… nem olha mais, seja por esquecer, seja porque já percebeu o que causa um sono ruim. Além de tudo, pesquisas já apontam que eles não são tão precisos quanto o esperado;
  • Batimentos: podem ser muito úteis, especialmente com acompanhamento médico; felizmente, como estou bem saudável, não me ajuda muito;
  • Caminhadas: adoro caminhar, mas o contexto geral da caminhada vale muito mais pra saúde do que “as métricas”;
  • Notificações: “wow” que incrível! Pelo menos foi como imaginei por tanto tempo. Atrapalham meus estudos, meu descanso e até aqueles momentos em que simplesmente quero ficar tranquilo e esquecer dessa hiperconectividade. Ao detectar que adormeci, ele para, mas até lá, se chegar notificação, faz exatamente o inverso. Vibra uma, eu ignoro; vibra 3 vezes seguidas, eu já penso: “quem é que tá desesperado?” quando na verdade eu deveria pensar: “se fosse urgente, me ligava”;
  • Assistentes: já foram mais úteis e práticos. A Amazfit, por exemplo, trocou a Alexa por um assistente que considero bem inferior, provavelmente um LLM fraco e que se recusa a fazer ou responder qualquer coisa que não seja “fit”;
  • Bateria: tantos sensores, medições e recursos funcionando constantemente acabam consumindo energia para produzir informações que nem utilizo. Possivelmente alimentando a ML de algum magnata rsrsrs.

Atualmente uso um Amazfit Bip 6. Gosto da sua aparência, da tela AMOLED, da espessura relativamente fina e de ter funções como gravador de voz, envio de mp3 e uma loja de aplicativos disponíveis quando precisar.


Pensei em comprar um relógio analógico, mas percebi que não precisava abrir mão de tudo isso. Bastava desligar o que não me interessa.


Se já consigo cerca de oito dias de bateria, talvez consiga quinze ou até mais. E, principalmente, sem um dispositivo tentando disputar minha atenção o tempo inteiro. No fim das contas, talvez o melhor smartwatch para mim seja simplesmente um belo relógio que mostra as horas e só é inteligente quando eu quero.

E eu, que amo tecnologia, fico com aquela sensação de que o mercado me vendeu um lance que ainda não entrega tudo que foi anunciado e talvez nunca entregue.